quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Trânsito pra lá de complicado!!!
Trafegar pelas ruas de Altamira é uma aventura e tanta. Diria que um desafio à paciência, aos reflexos e a prudência. O que se vê, por aqui, todos os dias, é uma malta de ciclistas imprudentes, pedestres desatenciosos e motoristas audaciosos. Uma total falta de educação no trânsito. Semanalmente, os telejornais locais noticiam acidentes gravíssimos envolvendo, na maioria das vezes, motociclistas. Detalhe, o capacete, quase sempre, fica guardado em casa. É mole ou quer mais? Os poderes constituídos, numa ação conjunta, precisam se organizar e agir imediatamente diante desta realidade triste e cruel, antes que mais gente mora ou se machuque nas vias públicas.
Sem lenço e sem documento
É dessa forma que avalio o movimento musical em Altamira hoje. Nos bares, nas bocas, nos cantos e recantos da city, o que se houve é o arrocha do maranhão, passando pelo sertanejo universitário goiano e estacionando no forró acelerado e eletrizante do nordeste. Nada contra. Pelo contrário, é bom pra dançar. Mas um movimento, pra ser autêntico, real e verdadeiro, tem que ter a cara, o cheiro e o tempeiro da nossa terra. É preciso incentivo aos nossos artistas altamirenses pra que possam mostrar sua cara, sua música e sair do anonimato!!! É por ai!!!
domingo, 4 de outubro de 2009
Nesta manhã do dia 29 de setembro, representantes dos movimentos sociais do Xingu e da Transamazônica protocolizaram, junto a gerência do Ibama, em Altamira, documento questionando vários aspectos da construção do mega projeto Belo Monte.
Na oportunidade, conversei com a amiga Antônia Melo, uma piauiense que, há mais de 55 anos, adotou Altamira como sua terra. Antônia Melo é ativista social e ambiental, coordenadora do Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Estado do Pará e do Movimento Xingu Vivo para Sempre. Veja, agora, algumas perguntas!
Qual o modelo de audiência pública praticado em nossa região? Melo - “as audiências públicas realizadas na região seguem um modelo ditatorial, pronto e contam com um grande aparato de segurança, desnecessário, intimidatório e criminalizador. Nessas audiências, os questioamentos feitos pela comunidade ficam sem respostas e , quando respondidas, são de forma genérica e insatisfatória, desrespeitando, inclusive, o direito de assento de representantes dos movimentos sociais e do Ministério Público Federal e Estadual”.
O que você diria a respeito dos Estudos de Impacto Ambiental realizados pelo na região? Melo - “foram feitos de forma irresponsável, sem confiabilidade, são falho, uma vez que as perguntas da comunidade nunca eram respondidas pelas empresas patrocinadoras do projeto Belo Monte.”
Que empresas são essas? Melo - “Camargo Corrêa, Oldebrecht e Andrade Guitierre, que patrocinaram os estudos de impacto ambiental realizados pela Eletrobrás através da Leme Engenharia e Elabore”. A entrevistada acrescenta, ainda, que, “hoje, é público e notório as falhas , os erros e as omissões nesse relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA), desconsiderando a realidade social, cultural e econômica das comunidades locais, da fauna e da flora como um todo, representando uma total violação dos Direitos Humanos econômicos, sociais e culturais (DESCAS)”.
Recentemente, você fez parte da comissão de integrantes dos Movimentos Sociais que esteve com o Presidente da República, em Brasília. Qual o posicionamento dele acerca da construção da hidrelétrica do Belo Monte? Melo - “O presidente questionou o modelo energético brasileiro, afirmando que Estado brasileiro tem uma dívida monetária com os atingidos pelas barragens, citando, como exemplo, moradores do Vale do São Francisco que até hoje não foram indenizados, concluindo que não empurraria o projeto Belo Monte “guela” abaixo de ninguém e que, se não fosse viável, não construiria a hidrelérica.”
Sem as hidrelétricas, qual seria a alternativa para a produção de energia na região amazônica? Melo - “as energias alternativas renováveis como a solar, eólica, biomassa, o aproveitamento das pequenas quedas d`água de igarapés, priorizando investimentos em pesquisas destes potenciais renováveis oferecidos pela floresta, sem ferir a integridade sócio-ambiental das comunidades locais, da fauna e da flora, a conclusão das usinas de Tucurui, a repontencialização das usinas já em funcionamento e das linhas de transmissão.”
Qual o apelo que você faria ao governo brasileiro neste momento? Melo - “que priorizassem o modelo sustentável de produção energética em detrimento deste atual modelo arcaico, predatório, irresponsável e excludente de construção de grandes usinas hidrelétricas que só aceleram o aquecimento global e o esgotamento de nossos recursos naturais e hídricos, especialmente na amazônia, maior bacia hidrográfica de água doce do planeta”. Antônia Melo afirma, também, que “especialistas éticos, de bom senso alertam que, se o Projeto Belo Monte fosse implementado, os efeitos e impactos seriam três vezes maiores que Tucurui”.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Combate à Corrupção Eleitoral
Nesta terça-feira, 29 de setembro, integrantes do "Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral" entregaram, ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), Projeto de Lei de Inciativa Popular que proíbe o registro de candidatos condenados em 1ª Instância (juízo monocrático) por crimes graves ou contra a Administração Pública. O projeto conta com a adesão de 1,3 milhão de assinaturas.
De acordo com a Constituição Federal brasileira, Projetos de Leis de Iniciativa Popular devem ser subscritos por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
Sabemos que a moralização da política nacional é uma necessidade imperiosa. Não podemos abrir mão disso. A iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral é valiosa, no entanto, equivocada.
Muitas ações aventureiras e infundadas são propostas, diariamente, ao Poder Judiciário e, lamentavelmente, boa parte delas são julgadas procedentes. O combate aos "fichas sujas" desconsidera a existência de princípios e garantias constitucionais como, por exemplo, o "estado de inocência" segundo o qual, até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ninguém será considerado culpado.
A via recursal, o duplo grau de jurisdição e a existência de Tribunais Superiores são garantias do cidadão contra a falibilidade dos juízes de primeiro grau. A submissão de um processo ao conhecimento de órgãos colegiados (Tribunais) confere mais legitimidade e certeza à atividade jurisdicional, inicialmente exercida por um magistrado de primeiro grau.
Creio que nossos legisladores irão, sem deformar o projeto, flexibilizá-lo, rechaçando essa proibição absurda do registro de candidatos condenados em primeira instância. Respeitar a Constituição Federal é um compromiso de todos, inclusive de nossos representantes em Brasília. Agora é só aguardar!
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